quarta-feira, 26 de março de 2008

rosa


Um dos livros mais instigantes da minha vida, Grande sertão: veredas, foi também uma das melhores aventuras literárias. Eu e minha querida amiga Suene Honorato (valeu pelos comentários! Depois temos que conversar!) lemos um para o outro. Em voz alta. E sem dicionário.
Guimarães Rosa foi desses caras fáusticos que passam pela nossa vida e que, quanto mais se lê, parece que mais se deslê; quanto mais encontrado, mais longe do caminho certo. E eis que a armadilha deliciosa do texto dele está exatamente na sua crença de que o absoluto conhecimento está no mais simplório dos que julgamos (preconceituosos que somos) simplórios: o homem do sertão. Este ser que é tão.
Recomendo Primeiras histórias, Grande sertão: veredas e Sagarana (sobretudo o último conto, A hora e a vez de Augusto Matraga).
A frase no muro está (esteve?) no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. É a frase mais dita, redita, trisdita no livro: "Viver é muito perigoso".

2 comentários:

Branna disse...

Uau... Excelente texto sobre um nao menos excelente escritor. O difícil é que ler Guimarães Rosa às vezes parece ser mais perigoso que viver! rsrrs... É incrivel a interpretação de Rosa do "ser tão", tão incrivel que, sinceramente, muitos desistem por achar complicado de mais. Já fui dessas, tenho que assumir; mas, ultimamente visoes como a sua tem me aberto os olhos. Vlw!

PS: A propósito, sou sua aluna no Fractal.

Jéh.*~ disse...

Rosa me abriu muitas portas, foi através dele que eu conheci amigos que me ajudaram a caminhar tão longe.
devo a ele tbm milhares de perguntas infindáveis.