terça-feira, 27 de maio de 2008

lata

Como se tem discutido muito a questão do consumismo exacerbado, muitas idéias me têm ocorrido e deixado inquieto. Pensando sobre o produto ideal para o consumidor real (aquele que não pensa que o que compra vai virar lixo depois de já ter destruído parte da natureza e provavelmente explorado alguma criança num país subdesenvolvido dentro do processo de produção), vejam bem, consumidor real comprando produto ideal, criei a lata de nada. Nesta, tudo o que há de mais valioso em quem compra, sua completa imbecilização diante das propagandas e da busca incessante por grana e mais-grana, está contido. O continente é a melhor expressão da industrialização: a lata; o enlatado; o contido; o processado; o condimentado e sem gordura trans vazio extremo absoluto. Uma lata de vácuo.
Todas as coisas boas da vida não têm preço. As ruins, têm. E a gente paga por isso. Um brinde à hipnose coletiva!



4 comentários:

Branna disse...

Uau!!
Agora realmente vc m surpreendeu.
Um post mínimo e aparentemente simples, mas krak... vc tão feliz nessa metáfora. Conseguiu ser critico, irônico e sarcástico de uma só vez, com poucas palavras e sem dó. É, realmente essa sua habilidade se aprimora a cada dia. kkk
Parabéns!!!

bj =*

Jéssi Frazão disse...

Gugaa,vc viu a lei que entrou em vigor em SP para que os estabelecimentos comerciais troquem as sacolas plásticas por aquelas biodegradáveis??
Bom,a lei ainda não funciona para todo o país,mas já é um começo.
Esse povo só ajuda na base da lei,ô povim sem consciência(inclusive eu era)mas você me abriu os olhos!
À propósito Guga,depois eu quero ver esse filme "a história das coisas".
Tem como você me passar?
beijooos

nayara disse...

As coisas boas não tem preço! As ruins tem!

Então porquê será que somos tão enganados assim?

nayara disse...

Ou melhor... Porquê nos deixamos enganar assim...

talvez assim seja certo, ou talvez não exista mesmo o certo e o errado.. apenas escolhas!